Time makes two

Tenho voltado a estudar blues ultimamente. Infelizmente, isso me fez lembrar de algo que eu quase tinha esquecido: blues não pode ser estudado.

Se você pensar no acorde dominante,você está tocando blues errado! Se você pensar na escala pentatônica, você está tocando blues errado!  Se você sequer pensar algo, está tocando blues errado!

Vou portanto retificar o que disse: tenho voltado a praticar blues recentemente. Hoje a tarde eu estava praticando, quando cai na cagada de decidir ouvir Robert Cray para tentar absorver alguma coisa nova. Foi fatal. Larguei a guitarra na hora. Por que? Acho que quando você se vê frente a verdade fica difícil conviver com as próprias mentiras. Você se vê obrigado a esquecer todas as teorias, todo o conhecimento formal e toda a técnica adquirida.

Quando você se vê destituído de todos esses artifícios para se apoiar e se equilibrar, tudo o que resta é música. Pura e perfeita. Em estado bruto.

O melhor que consegui fazer depois de assistir a isso foi escrever este post. Aposto que o Robert Cray também já ficou pasmo como eu fiquei hoje. Ou talvez eu só pense assim porque, no fundo, quero ter a esperança de um dia conseguir tocar no mesmo nível dele…

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~ por inguinoranssa em fevereiro 26, 2009.

2 Respostas to “Time makes two”

  1. caralho!

  2. deu até medo desse solo no final!!!

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